Festival do Atum… Na Rota da sustentabilidade

Cada um de nós consome uma média de 20 kg de pescado por ano — quase o dobro de há 50 anos1.

Seria difícil imaginar as nossas dietas sem pescado e a procura global continua a aumentar.

Para satisfazer o nosso apetite, estamos a apanhar mais peixe do que o oceano pode produzir. Chegámos a um ponto em que os ecossistemas marinhos e muitas comunidades locais — especialmente em países em desenvolvimento — estão em risco.

A sobrepesca tornou-se a segunda maior ameaça para os nossos oceanos, depois das alterações climáticas e, brevemente, poderá não haver mais peixe para pescar, produzir ou comer.

Felizmente, podemos travar a pesca não sustentável. Mas precisamos da sua ajuda!

Países em Desenvolvimento

A União Europeia é o principal importador mundial de pescado, sendo que mais de metade é importada de países asiáticos, africanos e outros em desenvolvimento, onde muitas comunidades locais dependem da pesca para sobreviver.

O peixe e o marisco são as mercadorias globalmente mais comercializadas.

800 milhões2 de pessoas têm no peixe a principal fonte de nutrição e de rendimento para as suas famílias, a maioria das quais vive em países em desenvolvimento.

Estamos Todos Ligados

Numa economia global, as nossas escolhas diárias de pescado têm um enorme impacto sobre os recursos marinhos e sobre as pessoas do outro lado do mundo. A sobrepesca, para satisfazer uma procura crescente, é uma grande ameaça e os governos e o sector da pesca estão a trabalhar para combatê-la.

Entretanto, como consumidor, não tem que abrir mão de uma posta de atum. O que pode fazer é garantir que apoia o pescado sustentável, que é capturado de forma a ter menor impacto sobre os recursos marinhos e sobre as pessoas que deles dependem.

FONTE: Adaptado de WWF (2016), “O Guia WWF para consumo do Pescado”

1 FAO. 2016. The State of World Fisheries and Aquaculture 2016
2 LPE, 2014. Sustainable fisheries and aquaculture for food security and nutrition http://www.fao.org/3/a-i3844e.pdf

Atum Insustentável

“As diferentes espécies de atum caracterizam-se por serem peixes migratórios e grandes predadores. O atum está no topo da cadeia trófica. Por isso, o seu desaparecimento pode ter consequências drásticas para os oceanos, na medida em que esta espécie tem um efeito regulador das outras espécies no ecossistema marinho. O atum é considerado vulnerável à exploração pesqueira, porque demora, em média, 4 anos para atingir a maturidade reprodutiva. A sua longevidade oscila entre os 8 anos no caso do atum rabilho (T. albacares) e os 40 anos no caso do atum (T. maccoyii).

A generalidade dos stocks de atum está a chegar ao limite máximo de exploração e muitos deles estão a diminuir rapidamente ou encontram-se esgotados. O atum rabilho, por exemplo, está classificado como uma espécie em perigo de extinção nos stocks do Atlântico.

No caso de espécies de grande valor comercial como o atum rabilho e o patudo, algumas frotas não se coíbem de cederem ao envolvimento em atividades ilegais como a pesca pirata, a não declaração das capturas realizadas e transbordos ilegais. Além disso, os governos não estão a fazer devidamente o controlo das operações” (Greenpeace, 2008).

Juntos Podemos Fazer a Diferença – Recomendações WWF

1) COMPRE PESCADO CERTIFICADO
Procure por MSC ou ASC ou marcas biológicas que indicam que o seu peixe tem certificados responsáveis e que provém de uma pesca ou aquicultura sustentável.

2) NÃO COMA PEIXE ‘BEBÉ’
Um peixe abaixo de um determinado tamanho ainda não é adulto e não terá tido tempo para se reproduzir. Verifique se está a comprar peixes adultos. Ao fazê-lo, vai ajudar a repor os produtos pescados nos mares.

3) VERIFIQUE AS ETIQUETAS
Na União Europeia, tem o direito legal de saber o nome completo do produto que está a comprar, de onde vem, se ele foi capturado ou produzido e como, e se é fresco ou congelado. Se não estiver visível, pergunte. Se não for possível obter as respostas, não compre.

Uma das ameaças é a pesca de arrasto que consiste no arrastamento de gigantescas redes lastradas, ao longo do fundo do mar, que provocam a destruição em massa dos habitats, e em que uma parte demasiado grande do que vem à rede não é utilizável, além de serem capturados peixes jovens.
Os especialistas propõem várias medidas para acelerar a transição das pescas atuais com arrasto de fundo para outras artes de pesca mais sustentáveis. Saiba mais sobre esta situação aqui.

4) DIVERSIDADE DE SABORES
A diversidade no consumo de produtos do mar garante uma pressão mais equilibrada sobre os recursos marinhos. A biodiversidade torna os ecossistemas mais fortes. Diversificar o seu consumo pode ser divertido e ajuda os oceanos!

Código de Cor

O código de cor da WORLD WILDLIFE FUND é semelhante a um sistema de semáforos. É baseado em dados científicos públicos e considera o impacto que a pesca tem sobre o stock da espécie, mas também no ambiente como um todo.

Saiba mais sobre o peixe a adquirir em http://guiapescado.wwf.pt/

  • Produtos certificados por um selo recomendado MSC, ASC ou produto orgânico
  • Pense duas vezes
  • Boa escolha
  • Melhor evitar

Fonte: WWF (2016)

Festival Rota do Atum

No âmbito do Festival, o Vila Baleira Resort associa-se à promoção do Consumo Sustentável de Pescado e à Conservação dos Oceanos, através da ligação a duas Organizações da Sociedade Civil – AIDGLOBAL e ANP/WWF –, com vista a promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), proclamados pelas Nações Unidas.

Com esse intuito, a AIDGLOBAL e a ANP/WWF participam ativamente na mostra de documentário com tertúlia ”Pesca e Consumo Sustentáveis – desafios locais num mundo global sustentáveis”, no dia 9.06, às 15h30, que contará com a presença de Marta Barata da Associação Natureza Portugal, em representação do World Wildlife Fund (WWF).

Para os mais novos e suas famílias, a AIDGLOBAL dinamiza o Peddy Paper ”À Descoberta do Atum – na Rota da Sustentabilidade”, no dia 8 de junho, às 17h.

Está previsto, ainda, um show cooking de receitas sustentáveis de atum, liderado pela representante do WWF, no dia 8.06, às 18h.

As mesas de refeição ilustrarão a importância de todos contribuirmos para um mundo mais justo e sustentável.

Os chefes da gastronomia mundial serão convidados a registar mensagens que alertem para o Consumo Sustentável do atum, e todos os participantes poderão escrever o seu compromisso em prol deste objetivo.

Junte-se, também, a esta causa!

AIDGLOBAL – Acção e Integração para o Desenvolvimento Global

AidGlobal

A AIDGLOBAL é uma Organização Não Governamental cuja Missão é Agir, Incluir e Desenvolver através da Educação, promovendo uma cidadania ativa e uma mudança global por um mundo sustentável (www.aidglobal.org).

Atualmente, implementa o Projeto “Educar para Cooperar — Porto Santo e Madeira“, em parceria com a Direção Regional para a Administração Pública do Porto Santo, o Município do Porto Santo e o Sindicato dos Professores da Madeira, e que, inclusive, conta com o apoio do Hotel Vila Baleira Resort.

O objetivo deste projeto é sensibilizar, empoderar e capacitar crianças, jovens, adultos e Organizações da Sociedade Civil das ilhas do Porto Santo e Madeira para a mobilização em torno do Desenvolvimento Sustentável, da Cooperação entre Povos e Culturas e dos Direitos Humanos, através do cinema, de tertúlias, do desenvolvimento de projetos, da formação e da construção de recursos pedagógicos.

Para mais informações, contacte: Sofia Lopes | gab.projectos@aidglobal.org | ​+351 ​​932 469 204

ASSOCIAÇÃO NATUREZA PORTUGAL (ANP) em associação com o WORLD WILDLIFE FUND (WWF)

ANP - WWFA missão da ANP, em associação com a WWF (www.natureza-portugal.org), é a conservação da biodiversidade nacional e ecossistemas florestais, a proteção da biodiversidade marinha e a promoção da sustentabilidade das pescas, a conservação dos ecossistemas de água doce e seus recursos hídricos. A ANP intervém ainda sobre o tema das alterações climáticas e na promoção do consumo sustentável.

Para mais informações, contacte: Marta Barata | mbarata@natureza-portugal.org